10/01/18 por Daniela Diniz e Lina Nakata

Fechamos 2017 com um sentimento mais otimista do que 2016. As vendas de Natal surpreenderam, as montadoras voltaram a respirar e as expectativas do mercado são positivas. O que se ouviu no fim de dezembro foram planos efetivos para 2018 no lugar das ideias suspensas que tivemos nos últimos três anos. Em 3 de janeiro de 2018, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) anunciou a alta de 1,4% no Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) entre novembro e dezembro de 2017, para 109,2 pontos, maior patamar desde novembro de 2014. Além disso, segundo a pesquisa Focus, do Banco Central (BC), a previsão é de que o PIB brasileiro cresça 2,7% em 2018, um valor bem mais sólido que o +1,0% estimado para 2017, e os índices de crise dos últimos anos.

E os empregos? Estão retomando aos poucos. De acordo com diversos economistas, o auge do desemprego – 13,7% – já passou e temos hoje o índice em torno dos 12%. José Márcio Camargo, economista-chefe da Opus Investimentos, espera que o desemprego atinja 8,5% ainda neste ano, com PIB crescendo +4%. De forma geral, os economistas brasileiros preveem um crescimento de pelo menos 3% do PIB, em média, um valor acima do BC.

A indústria parece também se aquecer: apesar de o FMI indicar uma inflação de 4% no Brasil para este ano, o Sinduscon-SP aponta uma expectativa de +2% para a indústria da construção, ante os -6,4% de 2017, e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) espera aumentar em 3% as suas atividades em 2018.

Mesmo com um ano eleitoral e um cenário que pode trazer incertezas para a economia, o humor mudou e acreditamos que o país esteja mudando. Para melhor. Que o ano novo possa nos brindar com mais indicadores otimistas, mais histórias inspiradoras e muitas realizações. Feliz 2018!