03/08/17 por Lina Nakata

As pessoas têm necessidades sociais, ou seja, de fazer parte de um grupo de interesses comuns, como escolar, de amizades, de trabalho, religioso, comunitário, político, dentre outros. Ao estarem envolvidas em um grupo, as pessoas se sentem mais felizes, satisfeitas com o que fazem, mais abertas e se sentem melhor por estarem próximas de outras que seguem objetivos similares, praticando valores compatíveis e obtendo apoio mútuo.

Participar de um grupo traz a sensação de integração, promovendo autoestima, segurança e bem-estar emocional. A autoestima costuma estar relacionada com aceitação, respeito e valorização. Isso reforça os nossos pontos fortes e percebemos que as ameaças tornam-se obstáculos menores.

Assim como as pessoas, as organizações também precisam fazer parte de um grupo. Com o mercado altamente competitivo, é quase impossível sobreviver sem o suporte de outras partes. É necessário se relacionar bem com fornecedores e criar vínculos mais fortes com eles; com os clientes, formando redes que integrarão as partes; com os acionistas, pois são eles que sustentam financeiramente a organização; e com os funcionários, que são a base fundamental de tudo o que fazem.

Porém, esses subgrupos são insuficientes. É muito comum vermos as empresas fazerem joint ventures, parcerias das mais diversas naturezas, numa relação ganha-ganha, e até mesmo fusões. Torna-se importante estar mais integrado, principalmente ao seu setor de atuação, por meio das associações de indústrias, câmaras de comércio, incubadoras, e isso depende muito do tipo da organização.

E o que 3M, Microsoft, Itaú Unibanco, Magazine Luiza, Beach Park, Ambev, Leroy Merlin, Santander e Mercado Livre têm em comum? Todas essas empresas cultivam um excelente ambiente para trabalhar, pois demonstram altos níveis de credibilidade, respeito, imparcialidade, orgulho e camaradagem, adotam práticas culturais de ótima qualidade e seus funcionários se relacionam com confiança. Não seria uma boa ideia estar próximo dessas organizações? Fazer parte do grupo dos bons lugares para trabalhar?

As organizações não conseguirão mais seguir sozinhas, por melhor que sejam. A força do grupo completa os pontos vulneráveis de cada empresa. Essa noção de grupo é importante para reforçar a imagem de algo positivo, que é o fato de apresentar um bom ambiente de trabalho, cujas consequências vão muito além de agradar os funcionários.

Finalmente, quando fazemos parte de um grupo, é importante que nos identifiquemos com algo visual em comum, compartilhando um símbolo, cor, marca ou até selo. Por isso, o Great Place to Work concederá um selo de certificação às organizações que, após aplicar uma pesquisa válida, apresentar um bom ambiente de trabalho, ou seja, um índice de confiança de 70%. Com certeza, as organizações certificadas formarão um grupo seleto e especial, que será admirado pela sociedade, por transformarem ambientes de trabalho.

 

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