29/03/16 por Christh Teixeira

Tudo funciona com resultados. São eles que motivam uma empresa ter o sonho de se tornar uma das Melhores do GPTW. Afinal, ninguém consegue alcançar um nível de excelência apenas pelo desejo, ou pelo clima descontraído que tem.

Cada companhia premiada pelo Great Place To Work® investiu tempo, dinheiro e paciência na construção de um ambiente de trabalho estimulante. E não foi apenas por uma motivação social. É financeira; por um crescimento sustentável.

Enquanto a economia brasileira patinou em 2015, com queda de cerca de 3,8% do PIB (Produto Interno Bruto), as Melhores Empresas Para Trabalhar aumentaram o lucro e o faturamento em 14%. O que há de diferente?

Para conquistar um resultado superior alcançado pelo mercado em geral, as Melhores Empresas contavam com pessoas preparadas – e mais importante – dispostas a dar mais de si em tempos de dificuldade.

Para isso, colocaram o RH em sua estratégia de negócio, com a gestão de indicadores de desempenho, produtividade e satisfação. Quando têm os dados em mãos, revisa os processos, analisa, e cria novas oportunidades.

Um negócio comum, por exemplo, tem uma rotatividade voluntária de 25% no Brasil. A porcentagem calculada pelo Dieese preocupa, pois, revela que um quarto do total da força de trabalho é perdido a cada ano. 
 

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O que vai significar mais custos relativos a rescisão, seleção, treinamento, entre outros. E o mais importante: o conhecimento adquirido por estes funcionários se esvai. Um quarto de todo o conhecimento gerado dentro das empresas se perde.

Nas Melhores Empresas Para Trabalhar, as saídas voluntárias estão no patamar dos 11%. Menos de metade do que tem sido prática no mercado de trabalho.

É uma redução significativa, que faz diferença no resultado final. Como fez com uma das Melhores, em 2015. Após passar a limpa em tudo o que era prática ali, se deparou com o custo do transporte dado aos funcionários, de R$ 100 milhões.

Foi pensado, então: como não gastar tudo isso? A solução: contratar mais gente que esteja próxima do local de trabalho. O resultado: redução de 15% do custo. Sem titubear, a gestão usou a verba economizada para investir em pessoas.

Mesmo enquanto a maré leva o Brasil para trás, as Melhores Empresas Para Trabalhar seguem contra a corrente. Isso graças às pessoas que remaram, e depositaram todo o seu esforço no levante da empresa em meio à tempestade da crise.

Se em período de dificuldades macroeconômicas, elas apresentam resultados acima da média nacional, imagine quando tudo está a favor. Um estudo realizado sobre a base de dados do GPTW prova que a gestão de pessoas é fundamental, pois mostra o lado bom do negócio de quem se esforça para envolver a sua força de trabalho.
 

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Conhece a bolsa de valores? É onde estão investidores, diretores, e representantes do mercado que buscam lugares atrativos para o seu dinheiro.

Se eles colocassem cem mil reais em uma cartela de empresas comum em 2000, no período de onze anos, receberiam de volta algo em torno de 326 mil reais. Já se, ao invés, apostassem nas Melhores GPTW, o retorno é mais que o triplo disso, chegando ao patamar de R$ 1 milhão.

Ou seja, as Melhores Empresas são mais rentáveis, atraem mais investimentos e são, assim, mais sustentáveis do que os seus concorrentes. Estas são companhias que podem resistir ao teste da crise. 

E passam, também, no teste de fidelidade do consumidor. Por isso, apresentam uma redução da deserção de clientes em algo mínimo como 5%. O que isso significa? Significa que quem já esteve em contato, vai continuar em contato.

Por outro lado, também significa que se a empresa cuida bem do funcionário, ele em retorno cuida bem do cliente.

Seja comprando os produtos, os serviços, ou consumindo os seus conteúdos. É um comportamento que traz resultados. Essa mudança de postura no mercado de trabalho pode aumentar os lucros entre 25% a 85%, dependendo da indústria.

Imagine apresentar um planejamento estratégico em que a empresa vislumbre dobrar o seu faturamento? É por isso que cada vez mais as Melhores Empresas Para Trabalhar apostam em um posicionamento mais humano, e sustentável.

Além de ser uma demanda que vem de dentro, é uma demanda que vem de fora. Isso acontece quando se analisa o índice de satisfação dos consumidores, em que as premiadas pelo GPTW se destacam com 3% acima da média geral.

No mesmo segmento, o índice de satisfação do cliente está em 4%. Mas há uma ligação entre a satisfação do cliente e a satisfação do funcionário? O GPTW foi atrás dessa resposta, e descobriu que há, sim, uma relação, que é impactada.
 

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As consequências são claras, e se traduzem em menos custos, mais dinheiro e produtividade. Ou seja, o sonho de qualquer empreendedor. Esse processo de gestão de pessoas resulta, se bem feito, em clientes mais fiéis e engajados.

 

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